segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

10- I'm stay because of you.

Música de hoje: Clica

SARAH's POV



"Vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo."

Fiquei muito mal quando Dianna me ligou, eu sabia o que aquilo significava, e eu sabia que iria sofrer, mas não deixaria minha irmã na mão. Passaram-se uns 4 dias e encontrei ela chorando com o celular na mão. Motivo? Zayn Malik. Parece que ele havia superado bem esse término, pelo menos era o que dizia no site. Ela adormeceu e eu peguei seu celular, anotei o número de Zayn e liguei. Eu não faria isso se não estivesse desesperada. 

"- Alô? 
- Zayn Malik? 
- Sim, quem fala? 
- Aqui é Sarah Agron, irmã da Dianna. - ouvi um suspiro. - tenho uma coisa pra falar. 
- Sou todo ouvidos.
- Dianna mentiu, ela não tem outro e te ama perdidamente. 
- Não entendo, por que ela mentiria?
- Está em Londres? 
- Sim. 
- Me encontre amanhã no Starbucks perto do London Eye. 
- Tudo bem, nos encontramos la as 15:00. Tá bom pra você? 
- Ótimo." 

Tomei um banho e fui dormir. Dianna merecia ser feliz pelo menos uma vez na vida, e senti que este rapaz proporcionaria isto pra ela. 

[...] 

Eram 14:00 da tarde, então tomei um banho e me arrumei. Ana estava deitada na sala, debaixo de um cobertor por conta da temperatura baixa de Londres, vendo Tv. 
- Ana, vou ao Starbucks, quer que eu compre alguma coisa pra você? 
- Não, obrigado, estou bem. 
- Não demoro. - beijei sua testa e a mesma sorriu. 

Peguei as chaves do carro, minha bolsa e dirigi até o Starbucks. Vi um belo garoto com um casaco preto, barba por fazer, cabelos meio bagunçados, uma calça clara meio colada com um Vans preto. Fui até ele, que sorriu. 
- Você é Zayn Malik? 
- Sim, e deixa eu adivinhar... Sarah Agron?
- Isso. 
- Vamos entrar. - assim o fizemos e pedimos dois cafés médios.

- Então... ér, Zayn. 
- Então, Sarah. 
- O que eu tenho pra dizer não é uma coisa agradável, mas eu tenho que dizer, porque quero ver a Ana feliz.
- Tudo bem, fala.
- Dianna tem leucemia. - logo vi seu sorriso se desfazer. - está quase no fim. 
- O que quer dizer com "quase no fim"? 
- Quero dizer que ela vai embora em breve. 

- Céus! 


- Como eu pude ser tão burro assim? 
- Você não foi burro Zayn, ela só não quis contar pra não te magoar, quis te manter longe por isso também. - vi lágrimas se formarem em seus olhos castanhos. 
- O que eu vou fazer da minha vida sem ela? Sarah, eu a amo. - me partia o coração ver ele daquele jeito. 
- Olha, eu fiquei muito mal quando descobri. Mas estou melhor, eles podem salvá-la. - o garoto me olhou com os olhos arregalados. 
- S-salvá-la? Como? 
- Ela vai fazer algumas sessões de quimioterapia, mas vou logo avisando que podem não ser suficientes, pois a doença está em um nível avançado. 

- Mas não tem nada que possamos fazer? 
- Eu poderia doar minha medula, mas infelizmente não é compatível. - ele parou colocando a mão sobre o queixo. - no que pensou? 
- E se eu for compatível? 
- Oh Zayn, é muito difícil, você não é da família. 
- Mas já vi casos assim, e deram certo. Por favor, me diz que posso tentar? 
- Tá. Eu tenho que ir agora, deixei ela sozinha em casa. Não quer ir vê-la? Acho que iria gostar.
- C-claro. - ele sorriu bobo e pegamos um táxi.

Fizemos o trajeto em total silêncio, ele estava meio pensativo. As vezes sorria bobo, mas as vezes seu sorriso ficava bem triste, e eu o compreendia bem. Vi ele sorrir mais uma vez quando chegamos no prédio. Pagamos o motorista e descemos. 

ZAYN's POV


Eu não conseguia descrever o que estava sentindo naquele momento. Meus olhos ardiam em pensar que perderia a minha pequena, mas aí eu me lembrava que ainda haviam esperanças. Senti um frio percorrer minha espinha quando chegamos naquele enorme prédio. O nervosismo apenas aumentou quando vi a porta do elevador se abrir e Sarah parou em frente a uma porta que tinha os números 701 dourados na porta. Ela abriu a porta e entramos. 

- Ana? - não obteve resposta - tem alguém aqui querendo te ver! - ela não respondia então ela jogou a bolsa no sofá e saiu me puxando para a cozinha. Ela estava deitada no chão, desacordada. Senti o desespero me atingir e corri até ela. 
- Dianna? Dianna, por favor, fala comigo? - ela respirava, o que era um bom sinal. Peguei a mesma em meus braços e a coloquei na cama de seu quarto. Dianna apareceu com um comprimido e um copo d'água. Me sentei ao lado dela, passando as mãos pelos fios loiros e senti as lágrimas escorrerem com grande frequência pelo meu rosto. 

- M-me desculpa, eu não queria chorar na sua frente - Sarah me abraçou de lado. 
- Tá tudo bem, pode chorar. - a abracei com mais força e enterrei a cabeça em seu ombro. 
- P-por que logo com ela? Ela não pode ir, Sarah. Dianna é o amor da minha vida! 
- Calma, vai ficar tudo bem. - passou a mão pelos meus cabelos, mas sua voz saiu trêmula e eu sabia que não iria ficar tudo bem, que provavelmente eu não teria Ana de volta para mim. Parece que eu estava carregando o peso do mundo em meus ombros, minha visão estava falha e ela ainda estava desacordada. 

Vi seus olhos verdes se abrirem devagar. 
- Amor! - corri até ela. 
- Z-Zayn? - sua voz era baixa e falha. Seus lábios estavam secos, a pele branca e pálida, haviam olheiras em seus olhos e seus cabelos estavam opacos, mas assim que me olhou, pude notar aquele brilho em seus olhos. 
- Eu to aqui amor, não vou deixar você ir, eu prometo. - a abracei e ela sorriu baixinho. 
- Você já sabe a verdade? - assenti. Ela colocou a mão sobre a minha nuca e sussurrou em meu ouvido. - não se preocupe, vou estar olhando por você.

- Não diga isso amor, nós vamos conseguir te salvar. - ela me olhou interrogativa. - vai dar tudo certo, você vai ver. - a mesma enterrou a cabeça em meu peito e chorou. 
- Me perdoa, é que... tá tão difícil lidar com isso. 


- Fica calma amor, eu to aqui. - ela chorou mais, me fazendo chorar junto. - eu to aqui minha princesa. 
- Zayn, você vai ficar aqui comigo?
- Pra sempre. - beijei sua testa e ela sorriu triste. Fiz com que ela tomasse aquele remédio que estava em cima do criado mudo e me deitei na cama, ela se deitou sobre meu peito. - Eu te amo, Ana. 
- Também te amo. - Dianna adormeceu e eu sorri triste. 
- E sempre irei te amar. - peguei no sono junto à ela. 

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