domingo, 7 de dezembro de 2014

1- I'm gonna die

Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.

Zayn on 


Era sexta feira e como eu não tinha nada pra fazer em casa vim para a casa do Liam. Ele estava arruando a casa e eu ri da cena. Era engraçado ver ele vestido em um avental e varrendo o chão. Peguei meu celular e tirei uma foto. 

- Ei, o que vai fazer com essa foto?! 
- Nada. 
- Apaga isso, idiota!
- Não. - falei rindo e ele me mostrou o dedo do meio. - Liam, você está ficando muito rebelde. O que aconteceu com o meu amigo que ia para a igreja aos domingos de manhã? 
- Ele está de ressaca aos domingo de manhã. - eu estava super entediado. 

- Vamos fazer alguma coisa? 
- Tipo o que? 
- Sei lá, jogar vídeo game. 
- Não tá vendo que eu estou arrumando a casa? 
- Tô entediado. Bela diversão ficar te olhando arrumar a casa em uma sexta de noite. Fui convidado pra festa mais esperada do ano. 
- E por que não foi? 
- Porque foi a Perrie quem me chamou. 

- Você se meteu em um beco sem saída quando a conheceu. 
- Eu que o diga. - falei olhando para o chão - E então, vamos jogar? 
- Você não vai me deixar em paz, não é? 
- Não! 


- Ok, mas com uma condição. Se você perder vai ter que levar o lixo pra fora. 
- Perda de tempo, sabe que eu nunca perco no vídeo game. 
- É o que veremos, Malik. - fomos para a sala, ele tirou o avental e me passou um dos controles. 

[...]

- Ganhei! - Liam jogou o controle em mim.
- Você roubou! 
- Não roubei não! Me desculpe se com o tempo eu estou ficando melhor.
- Cara, não consigo acreditar! - Era a primeira vez que eu tinha perdido pra alguém. - Você não vai contar pra ninguém! - ele me entregou o saco de lixo.
- Sobre você perder ou sobre o lixo? 
- Os dois. 

Saí de casa e coloquei o lixo na lixeira. Estava prestes a entrar quando vi uma menina no meio da pista com os braços abertos, os olhos fechados e uma luz forte iluminava seu rosto. Não demorei muito pra perceber que era um ônibus. O que ela estava fazendo? Eu não podia deixar que aquilo acontecesse. 


Corri até a mesma e a agarrei nos jogando do outro lado do asfalto.  Eu estava por cima dela. Seus olhos permaneceram fechados. Sua maquiagem estava borrada, os cabelos bagunçados e ela me olhou de um jeito estranho quando abriu os olhos. 

- O que você fez?!
- Você ia se matar? 
- Isso não é da sua conta! Você não podia ter feito isso! 
- Me desculpe, mas eu não podia ficar aqui parado vendo você me matar!
- Você nem me conhece! - eu estava pronto pra dizer algo, mas ouvi a voz do Liam. 
- Zayn? Minha nossa senhora aparecida! O que você está fazendo aí deitado em cima dessa menina?! - me levantei e ela fez o mesmo. 

- Liam, não é o que parece! - o olhei. 
- Você podia pelo menos arrumar um motel. 
- Liam...
- Pra mim chega! - a menina saiu correndo dali. Entramos na casa do Liam e eu o expliquei tudo. Eu não entendia aquilo. Fiquei assustado. 

Amy on 


E lá estava eu olhando pela janela do meu quarto e ouvindo música. O céu ficava lindo quando o sol estava se pondo e as estrelas começavam a surgir trazendo consigo aquela imensa escuridão, mas também a linda e brilhante lua cheia. Papai estava demorando a voltar do trabalho. Hoje era um dia daqueles que eu precisava de um abraço e conselhos. 

Minha mãe gritou comigo de novo por nada. Eu não me importava mais, mas comecei a achar que tudo o que ela dizia sobre mim era verdade. Eu era uma rebelde sem causa. Nenhum menino nunca olharia pra mim e eu nunca teria amigos. Eu nunca me importei com isso, mas comecei a perceber que estou ficando velha e sem rumo na vida. Eu não imagino o meu futuro, nem sei se vou estar viva. 

Vi minha mãe entrar no quarto com os olhos marejados. Eu não sei como ela conseguia fingir tão bem. Aquilo me enojava. Eu sabia que ela não se importava comigo, mas todas as vezes que brigamos ela vem até o meu quarto e fala coisas que me deixam ainda pior. 

- O que você quer? 
- Nós precisamos conversar... 
- Eu não tenho nada pra falar com você. 
- É importante. 
- Olha, se você veio aqui dizer que eu não presto e não sou a filha dos seus sonhos, pode sair, porque você me diz isso todos os dias e eu já estou cansada! 
- Amy, será que tem como você me escutar?! - respirei fundo e calei a boca - Eu não sei como contar isso... - falou enquanto passava as mãos em seus cabelos loiros. 

- Será que dá pra falar de uma vez? 
- Seu pai morreu!
- Para com isso! Você quer tanto que ele morra que uma hora pode acontecer! 
- Amy, eu tô falando sério! - vi quando as lágrimas escaparam dos seus olhos. Ela não parecia estar fingindo. Comecei a me assustar. 
- PARA COM ISSO! 
- EU NÃO ESTOU BRINCANDO! 

Eu não podia acreditar. Senti as lágrimas escorrerem involuntariamente pelo meu rosto e meu coração se apertou. Não podia ser verdade! Não era verdade! 

- É MENTIRA, ISSO NÃO ACONTECEU! 


- EU NÃO ESTOU MENTINDO. VOCÊ SABE QUE O SEU PAI ESTAVA SENDO AMEAÇADO! - o pior daquilo era ver minha mãe fingir se importar. Eu não sabia o que pensar. Meu pai era tudo pra mim, como eu conseguiria viver sem ele? Minha vida não era das melhores, eu não podia perdê-lo agora. Nem pude me despedir, dizer o quanto o amo e agradecer por ele ter feito tanto por mim. 

Eu odiava a mim mesma por não ter o protegido. Por que logo o meu pai? Ele era um pessoa tão boa. Meu mundo acabou. Peguei meu skate e desci as escadas chorando. Vi Matt chorando ao lado da escada e ele limpou as lágrimas quando me viu. Fiquei parada o olhando enquanto as lágrimas escorriam no meu rosto e ele me abraçou forte. 

- O que será de nós agora, Matt? - ele me abraçava forte. 
- Amy, olhe pra mim. - eu o olhei e suas mãos estavam em meu rosto - Papai está em um lugar melhor agora. 
- Mas por que? Ele era um homem tão bom! Seu único defeito foi ter se envolvido com drogas! Não dá Matt, eu não vou aguentar!
- Você tem à mim! Amy, você tem à mim! - eu não conseguia parar de chorar. Só conseguia me lembrar do sorriso do meu pai. Desfiz aquele abraço e peguei meu skate. - Onde você vai? - não olhei pra traz e saí de casa. 

Andei com meu skate durante horas, mas parece que a cada minuto aquela dor me consumia. Eu não tinha mais motivos pra viver. Minha vida sempre foi uma merda. Só aguentei firme por causa do papai, mas agora que ele não está aqui eu não preciso passar por isso. Parei em uma rua, larguei meu skate e vi que um caminhão se aproximava. Abri meus braços, fechei meus olhos e desejei que aquela dor acabasse logo. 

Senti meu corpo ser empurrado e abri os olhos vendo um menino em cima de mim. Nada dava certo na minha vida, eu não conseguia sequer me matar. Eu era um lixo! Nós brigamos e eu saí dali no meu skate. Fui até aquele parque que o papai me levava pra andar de skate quando era mais nova. Me sentei naquele banco e senti meu coração doer mais e as lágrimas pesadas despencando dos meus olhos. Papai sempre se sentava naquele banco e ficava me olhando andar. 

Olhei para o lado e vi meu irmão me olhando com o rosto encharcado pelas lágrimas. Corri até o mesmo e o abracei forte. 
- Eu quero morrer! 


- Não diga isso, por favor, você é a única pessoa que eu tenho agora! 
- Por favor, faz parar de doer, Matt, por favor! 
- Eu não posso! - Ele chorava e me abraçava. - Vamos embora. - me levou até o carro e entramos. 

[...]

Eu estava muito cansada, minha maquiagem estava borrada e eu ainda chorava muito. Enchi a banheira com água quente e Matt ficou me olhando. Ele tinha medo de que eu me matasse e era isso mesmo que eu faria se ele não estivesse ali. Por que será que eu não podia simplesmente morrer? Seria tão mais fácil, eu não sentiria mais aquela dor queimando dentro de mim. Eu sei que tinha o Matt, mas nunca seria a mesma coisa sem meu pai. 

Eu não estava conseguindo fazer nada, eu só chorava na banheira, então Matt me ajudou a lavar meus cabelos. 


Depois que acabei o banho, troquei de roupa e Matt me levou para dormir em seu quarto. Me abraçou e acariciou meus cabelos e então eu peguei no sono. Mas a partir daquele dia Amy Stone havia morrido.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

14- I'm in pain

14- I'm in pain 
Música de hoje: Sia - Breathe Me


Zayn's POV

- Vamos, Anna, os médicos disseram que era bom você sair um pouco.
- Eu não estou nem aí para o que os médicos disseram! 
- Por favor, não me trate assim! - falei triste desistindo de levá-la à algum lugar legal. Eu estava saindo quando ouvi o som da porta se abrindo. Levei um susto. O que aconteceu com seus cabelos? 

- Anna! O que aconteceu com você?! 
- Eu não aguentava mais! - veio até mim me abraçando forte. Eu podia ouvi-la soluçar e suas lágrimas molhavam minha blusa, mas eu não me importava. A abracei forte na esperança de confortá-la. Me partia o coração vê-la daquela forma. 

- Por que fez isso? - segurei seu pequeno rosto em minhas mãos. 
- Porque eu quero que veja quem eu realmente sou... meus cabelos estão começando a cair, minha pele está cheia de manchas, eu estou muito magra... tem certeza que quer ficar com alguém como eu? 

- Eu me apaixonei pelo que você é, não pela sua beleza. E mesmo com tudo isso que você disse, pra mim ainda é a menina mais linda do mundo. - ela sorriu. 
- Vamos sair, meu bem? Ficar aqui está te fazendo mal. 
- Aonde vamos? Eu não posso ficar exposta ao sol por muito tempo, minha pele está fraca. E o meu cabelo está horroroso. 
- Não, você está linda... só fiquei surpreso porque você sempre amou cabelo grande e nunca quis cortar o seu. 

- Eu não queria ter câncer também, mas... 
- Não diga isso, vai dar tudo certo, eu prometo. 
- Não prometa o que não pode cumprir. 
- Eu vou salvar você. É uma promessa.

Depois de um tempo tentando convencê-la a sair de casa, eu consegui. Ela apareceu na porta do quarto com um short preto, uma blusa folgadinha branca e sapatilhas nos pés. Seus cabelos estavam bonitos com um chapéu preto. Achei até que ficou mais bonita assim.

- Você está linda - ela sorriu. 
- Esse short é de quando eu tinha 15 anos. - riu e eu a acompanhei. 
- Tudo bem, vamos. - entramos no meu conversível e eu dirigi até a praia. 
- Zayn, eu disse que não posso ficar exposta ao sol por muito tempo!
- Calma. - segurei sua mão e a puxei para um lugar onde o sol não nos alcançava. 

- Por que me trouxe aqui? 
- Eu costumava vir aqui quando estava em turnê. Gostava da tranquilidade desse lugar. Por que? Não gostou? 
- Eu adorei. 


Ficamos abraçados ali por um bom tempo. Ela estava feliz e aquilo me deixava feliz também. Mas estava bom demais para ser verdade. Senti alguém me cutucar e olhei pra trás vendo Perrie sorrir. Aquele sorriso sarcástico não significava uma coisa boa.

- O que faz aqui? 
- Achou certo terminar comigo por telefone? 
- Perrie, me desculpa, eu estou muito ocupado esses dias.
- Não estou nem aí. Essa é a sua nova namoradinha? Pensei que seria trocada por algo melhor. 
- Olha, se veio aqui ofender minha namorada, eu peço que se retire! 

- Mas a praia é pública, não é mesmo? - eu estava irritado. Ela não tinha o direito nem de aparecer na minha frente depois de tudo o que fez.
- Vou perguntar mais uma vez: o que está fazendo aqui? 
- Você está fazendo a pergunta errada, meu bem. A pergunta certa é por quem eu vim. - respirei fundo. 

- Pra que veio? 
- Vim avisar que você vai ser pai. 
- O-o que? Está brincando comigo, não é? 
- Não brinco com essas coisas! 
- Está mentindo, eu não acredito em você! - falei tentando parecer calmo e seguro.


Ela me entregou um papel. Eu comecei a ler calmamente, mas comecei a me desesperar quando vi que não estava mentindo. 
- O que diz aí, Zayn? - Dianna estava atrás de mim. Senti uma certa insegurança em sua voz. Me virei para ela e olhei em seus olhos, segurando em seu rosto.

- Me perdoa Anna... eu juro que não queria isso!
- O que? Ela está mesmo grávida? - abaixei a cabeça - Me responde Zayn! 
- Sim, ela está! - tudo o que eu pude ver eram as lágrimas escorrendo sem parar em seu lindo rosto. Eu estava magoado por ter a magoado. O que eu estava fazendo? Estava tudo errado. - Anna, por favor, não fique brava comigo. 


- Não estou brava, Zayn. Mas é uma vida que está em jogo. Uma criança que está dentro dela. Se formando a cada dia. E ela precisa de você. 
- O que está dizendo? - arregalei os olhos. 
- Então vá, e seja um bom pai. 
- Não, não vou a lugar algum. Meu lugar é aqui junto a você. 

- Nosso tempo se foi, querido. - sua pequena mão acariciou minha bochecha e senti as lágrimas escorrerem com força total em meu rosto.
- Não... temos tempo de sobra! 
- Zayn, por favor, não finja que isso não está acontecendo e não finja que não é importante. 

- Anna, eu não posso deixar você enfrentar tudo sozinha. Eu prometi que estaria aqui sempre. 
- Eu tenho a Sarah. Você precisa ir e cumprir com seu dever.
- Não! - segurei seu braço. 
- Adeus, meu amor. - selou meus lábios e estava prestes a ir embora quando eu puxei sua cintura e a beijei. Eu estava desesperado. - Por favor, eu não vivo sem você!

- Ela precisa de você. Lembre-se que te amo e sempre amarei. - se soltou de mim e caminhou para longe. 
- NÃO, ANNA, NÃO VÁ! VOLTA AQUI! - eu gritava enquanto chorava mas ela não queria me ouvir. Olhei para Perrie que tinha um olhar indiferente e minha raiva aumentou. - ISSO É TUDO CULPA SUA! 

- Minha? Eu não fiz esse filho com o dedo, Zayn! Acha que eu queria essa criança?! 
- NÃO PRECISAVA DIZER ISSO NA FRENTE DELA! 
- GRANDE HOMEM VOCÊ É! QUERIA ESCONDER ISSO DELA TAMBÉM?! EU SEI QUE NÃO CONTOU QUE DORMIMOS JUNTOS QUANDO JÁ ESTAVA COM ELA! VOCÊ É UM IDIOTA!
- CALA A BOCA!
- IDIOTA! - eu estava com vontade de matá-la. Fui pra cima dela com tudo e estava pronto para socar seu rosto até que desmaiasse mas então senti alguém me segurar.

- Zayn, o que está fazendo? Você não pode bater nela! 
- ME LARGA, LIAM! - falei tentando me livrar das suas mãos e Louis o ajudou a me segurar.
- Se controla, cara!
- EU VOU MATÁ-LA! ME LARGUEM! - vi quando Harry e Niall a tiraram dali. Mas que droga! Os meninos me soltaram e senti minhas pernas fraquejarem. Me joguei na areia e deixei que a tristeza tomasse conta do meu ser.

[...]

Fomos para a casa do Liam e eu tomei um banho, comi alguma coisa com muita dificuldade e tentei ligar para a Anna várias vezes, mas ela não me atendia. 
- Liam, será que você podia me levar até a casa da Anna? Louis não me deixa pegar meu carro! 
- Eu acho melhor você esperar a poeira abaixar. 

- Por favor, cara?! Eu tô sofrendo. 
- Sei disso, mas você precisa esperar, Zayn. Não vai adiantar resolver as coisas de cabeça quente. - Pedi para ficar sozinho e ele saiu. Minha ficha ainda não havia caído que ia ser pai. Eu só sabia pensar na Dianna. Minha vida não tem sentido sem ela.

Dianna's POV 


Saí do táxi e entrei em casa ainda em choque. Eu não estava conseguindo acreditar. Aquilo era demais pra mim. As lágrimas começaram a escorrer em meu rosto e eu me joguei no chão do quarto. Por que aquilo estava acontecendo comigo? Já não basta eu saber que posso morrer a qualquer momento? Zayn era a única pessoa que eu tinha além da Sarah. Ele me fazia sorrir, me fazia sentir segura, me fazia esquecer que eu morreria logo. 

Fiquei com muita raiva da Perrie, mas logo percebi que ela não tinha culpa. Eles fizeram esse bebê juntos, e mesmo que não tenha sido planejado, é uma vida. Ninguém tem culpa. Percebi que eu estava com mais raiva de mim. Eu me entreguei ao Zayn de uma forma que criamos uma ligação muito forte. 

Se eu pudesse simplesmente me desligar, ou então esquecer de tudo o que vivemos e ignorar esses malditos sentimentos, eu faria. Mas não podia. Aquilo doía tanto. Oh Deus, por que eu? Por que sempre eu? Parece que tudo de ruim acontecia comigo. Cresci sem os meus pais, aos 14 anos descobri que tinha câncer e vou morrer, e agora descubro que a ex namorada do amor da minha vida está grávida. Ela precisa dele. E não a culpo por isso. Vi Sarah entrar no quarto. Ela me olhou assustada e veio correndo até mim, me abraçando. 

- Anna, o que aconteceu? 
- E-eu... 


As palavras simplesmente não queriam sair pela minha boca. Parece que eu tinha travado. Eu só queria chorar e chorar. O abraço de Sarah me confortava, mas não totalmente. Me senti tonta e então eu apaguei.

13- Show me love

Música de hoje: The Wanted - Show Me Love


Sarah's pov


- Como assim você achou uma cura? 
- Eu consegui, Sarah. Podemos salvá-la. 
- Tem certeza disso, Zayn? 
- Sim, eu tenho - falou enquanto olhava em meus olhos - se eu for compatível com ela, posso doar minha medula.
- Mas é tão difícil. Nem eu que sou irmã sou compatível. Só não quero que se iluda com isso se não der certo - abaixei meu olhar. 
- Como consegue ser assim? 
- Assim como? 

- Fria. 
- Eu não sou fria. Só que eu aprendi a controlar meus sentimentos. Zayn, você não sabe o quão difícil pra mim foi aceitar que Dianna estava doente. Eu ainda sofro com isso, mas ela precisa de mim e tenho que ser forte. 
- Como descobriu? 
- Vou contar à você. 

Flashback on 

Eu estava sentada em minha cama, com meus fones de ouvido enquanto observava a neve cair do lado de fora. Meus pensamentos já estavam longe, eu estava com saudades dos meus pais. E aí Anna entrou em meu quarto desesperada, com lágrimas em seus olhos e os cabelos bagunçados. Me assustei, pensei que havia acontecido algo muito grave com ela, e então ela veio até mim e me abraçou forte.

- O que aconteceu Dianna, por que está chorando tanto? - falei enquanto acariciava suas madeixas loiras e sentia suas lágrimas quentes em meu ombro. 
- Estou doente, Sa-rah! - falou entre soluços. 
- O que você tem? Posso levá-la ao médico. Ele vai passar um remédio, você fica em casa e logo vai melhorar.

- Não está me entendendo, não é? 
- Na verdade não... o que você tem? 
- Estou com câncer, Sarah! - senti meu coração apertar e as lágrimas se formarem em meus olhos. 

- Vo-você está o que? - ela me estendeu um papel e eu o peguei, vendo o resultado. Câncer no sangue. Minhas pernas fraquejaram e me ajoelhei no chão, deixando que as lágrimas tomassem conta do meu ser - por que não me falou antes?
- Descobri hoje - ela chorava ainda mais, e eu tentava controlar as lágrimas dentro de mim, mas vê-la chorando como uma menininha com medo do bicho papão estava acabando comigo. Dianna era minha menininha, minha casula, era a minha princesa.
- Não chora, minha princesa. Eu vou estar com você, e vamos vencer essa, ok? Eu estou aqui, tudo bem? - sussurrei enquanto acariciava seus cabelos. Ela estava deitada em meu colo enquanto soluçava e tentava parar de chorar. 

- O que vai ser de mim agora, Sarah? E se eu morrer? Essa doença não tem cura. Eu só queria viver minha vida, queria que você me visse com um lindo vestido no baile da escola, queria que me visse usar uma beca horrorosa em minha formatura, e queria que estivesse a me levar para a faculdade. Eu sou só uma menina, não queria estar doente. Eu vou morrer. 

- Não Anna, você não vai morrer. Estou aqui, ok? E vou fazer de tudo para salvá-la. E pode ter certeza que vamos conseguir. Vou vê-la com seu lindo vestido e com a sua beca horrorosa, e vou estar lá para levá-la à faculdade no seu primeiro dia. Pra ligar todos os dias e reclamar da saudade. Estarei lá para ver você com seu namorado, e indo à festas de universitários. Eu não vou deixar você ir, minha pequena - então comecei a cantar uma música que minha mãe cantava para nós quando éramos pequenas. More Than Words. 

Vi Anna pegar no sono e a coloquei na cama. Ela era minha menininha, só tinha quatorze aninhos e ainda não havia conhecido a vida. Me deitei ao seu lado na cama e chorei até que o dia amanhecesse. 

Flashback off


Dianna's POV


                  


                       "Sempre há aquela luz no fim do túnel"


Acordei com o sol batendo em meu rosto. Minha pele estava sensível àquele sol forte, então me levantei, fechei as cortinas e entrei no banheiro. Fiz minha higiene, vesti um vestido com um cardigã por cima, uma sapatilha e penteei meus cabelos com muito cuidado para que não caíssem mais. Eu não podia usar perfume, pois me pele se irritava fácil. Passei meu desodorante sem álcool e um hidratante de bebê para a pele, já que era para peles sensíveis. 

Desci as escadas, e vi Zayn e Sarah sentados no sofá, enquanto conversavam. Assim que notaram minha presença, cortaram o assunto e caminhei até eles. 
- Oi Anna. 
- Bom dia, amor. 

- Por que cortaram o assunto quando cheguei? 
- Ahm, nós... nós não cortamos o assunto - falou Zayn enquanto roía suas unhas. 
- Você mente muito mal, sabia? - ele me abraçou e me sentei no meio, ao lado dele e de Sarah. 

- Não vão mesmo me contar? Achei que confiavam em mim. 
- Tá. Eu descobri que talvez, se eu for compatível com você, posso doar minha medula! - falou Zayn nervoso enquanto balançava as mãos. Meu sorriso se desfez.

- Não é possível, nós tentamos. Nunca achei alguém que era compatível comigo. 
- E se eu for? Vocês não podem pensar negativo. - abaixei a cabeça. 
- Ei, olhe pra mim, amor. Eu vou te salvar! - falou me abraçando. Sua voz estava trêmula. 

Que droga, eu não queria ver ele passando por aquilo. Aos 18 anos, eu e Sarah tentamos, mas eu não era compatível com ninguém, nem mesmo com ela que era minha irmã. E eu fiquei muito mal por ter me iludido. A morte é algo que não podemos adiar. Eu estava pronta para ir, mas Zayn não queria me deixar ir. 

segunda-feira, 10 de março de 2014

12- A beleza dói.

Música de hoje: Beyoncé - Pretty Hurts (não consegui encontrar um com um um bom áudio no Youtube, então peço que procurem.)

DIANNA's POV

   
"Pretty hurts, shine the light on whatever's worse, perfection is the disease of a nation, tryna fix something, but you can'tfix what you can't see, it's the soul that needs a surgery" 

Acordei com a coisa mais linda me olhando. Cocei os olhos e olhei para o lado, vendo Zayn sorrir para mim. 
- Bom dia, princesa. 
- Bom dia, Zaza. Está aqui há muito tempo? 
- Tem mais ou menos meia hora desde que cheguei. 
- E por que ficou aqui me olhando? 
- Gosto de te ver dormir. Parece um anjinho - sorri. Ele me colocava para cima. 
- Eu vou tomar um banho, já volto. 
- Tudo bem - peguei minhas roupas e minha toalha, entrando no banheiro e me despindo, logo após prendendo os cabelos.

Liguei o chuveiro e senti a água quente entrar em contato com a minha pele, que estava pálida e com algumas manchas roxeadas. Me senti mal mais uma vez. Aquelas manchas me atormentaram desde que descobri o câncer. Eu não podia usar shorts, saias, vestidos, nada. Tinha melhorado, mas parece que agora voltou com ainda mais força. Desliguei o chuveiro, e prendi a toalha branca em meu corpo. Fui até a pia, peguei minha escova de dentes, coloquei creme dental e comecei o processo de escovação. Enxaguei a boca, e quando fui escovar a língua, pensei que fosse vomitar.

Eu já não estava mais aguentando aquilo. Não queria ser aquela menina fraca, mas infelizmente aquela era minha realidade, e eu deveria aceitá-la como viesse. Enxuguei meu corpo, passando hidratante e vesti as roupas íntimas. Vesti minha leg preta, uma camisa branca e um casaco de frio vermelho bordô. Calcei minhas meias brancas, logo após calçando meus Vans brancos. Soltei os cabelos e passei a escova de pentear suavemente sobre meus fios. Olhei dentro da pia e vi vários fios loiros, me assustei. Não eram poucos, eram muitos fios. O que estava acontecendo comigo? Eu não queria ficar careca. 

A minha vida inteira, vi aquelas meninas perfeitas, passei grande parte da minha adolescência lendo revistas de moda, cheguei a quase ter um distúrbio alimentar para conseguir entrar nos padrões de beleza da sociedade, e agora estava ficando careca? Aquilo não pedia estar certo. Quando me dei conta, as lágrimas já tomavam conta de mim, e me apoiei na pia. Deixei um grito escapar de minha garganta e vi Zayn entrar desesperado no banheiro. 

- Amor, o que está acontecendo? - não consegui pronunciar uma única palavra, minha única reação era chorar. Não era frescura, eu não podia estar ficando careca! Aquele sempre foi o meu pior pesadelo, desde que descobri o câncer, sabia que esse dia chegaria, mais cedo ou mais tarde, porém, fechei meus olhos para a realidade. 
- Sai daqui, por favor, Zayn! - ele me abraçou. Sua respiração era descompassada e pela força com que respirava, percebi que estava lutando para prender as lágrimas dentro de si, sempre assim, nunca chorava na minha frente. Creio que para me dar forças, ou não. 

- Anna, eu não vou sair. Por favor, me diz o que está acontecendo? - colou sua testa na minha, enquanto enxugava minhas lágrimas com a ponta dos dedos. 
- Zayn, eu não quero que você me veja assim - passei a mão em uma mecha de cabelo, que caiu no chão. Ele olhou dentro da pia e viu meus cabelos.
- Amor, não chore. Por favor, você é linda de qualquer jeito. 
- Volta pra Perrie, procure uma mulher bonita! 
- Eu não quero a Perrie, e nenhuma outra mulher. Eu quero você, de qualquer jeito, careca ou não, até sem dentes! - sorri com aquela frase, que me tocou bastante. 

- Zayn, por que logo eu? Sou tão frágil, tenho baixa auto estima, não sou a mulher ideal pra você. Por que não fica com uma mais bonita, que seja forte em todos os aspectos, porque é assim que você é, e merece alguém como você!
- Dianna, se não calar essa boca agora, eu vou beijar você, até se sentir sufocada - sorri. 
- Então beija - ele segurou meu rosto em suas mãos, uma delas estava em minha nuca e colou seus lábios aos meus. Aquele era o único momento em que eu não me preocupava com nada, era tudo perfeito, eu até me esquecia de quem eu era, e porquê estava ali. 

- Dianna, eu te amo mais do que à mim mesmo. Você é tudo que eu tenho, e vou te proteger até o fim. Vou estar ao seu lado, segurando tua mão, e nos piores momentos, vou estar lá para dizer que está tudo bem, e que a dor vai passar. Amor, eu morreria por você. Se eu pudesse estar doente no seu lugar, eu estaria. Você é o amor da minha vida, acho que nunca senti isso por ninguém a não ser pela minha mãe. Você é perfeita pra mim, e beleza não quer dizer nada. Você é linda de qualquer jeito, mas não é o que me faz te amar. Me apaixonei pelo seu caráter, não pela sua beleza! - falou com a voz falha, enquanto me abraçava forte, e me segurei para não chorar. 

Eu o amava, ele era perfeito. Me fazia sentir bem, como nunca ninguém havia feito. Nem minha irmã Sarah conseguia aquele resultado, mas com ele, tudo era diferente, ele era o meu amor, meu tudo, e sem ele eu não teria suportado metade dessa realidade deformada. Não era pra ser assim. Mas se não fosse, eu não teria o conhecido. Esse é o preço que se paga por amar alguém perdidamente. Ele me pegou em seus braços e me colocou na cama. Se deitou ao meu lado e entrelaçou seus dedos aos meus, me olhando nos olhos. Passamos um bom tempo encarando um ao outro, enquanto o sol entrava pela janela, e tornava aquele momento mais agradável do que já era. 

E então eu me vi completamente feliz. E não seria uma doença que acabaria comigo, eu tinha o Zayn, e era o que importava. Eu o amava, e sabia que era um sentimento mútuo, então estava tudo bem. Eu só queria passar o resto dos meus dias ao seu lado, até o último suspiro. 



Oii amores. Então, sei que tenho uns leitores fantasmas, então peço muito que comentem, pelo menos um "continua", porque isso me motiva mais, e me inspira. Fico tão feliz quando entro aqui e vejo coments. Por favor, não me deixem sozinha, amo cada um que lê essa fic. Vocês são uns perfeitos, e parte dessa fic é inspirada na história da minha melhor amiga, então me desculpe se não estão gostando, estou fazendo o meu melhor, e escrevendo de coração. s2

domingo, 19 de janeiro de 2014

12- Coincidência.

DEMI's POV


"As 7 coisas que eu odeio em você: Você é vaidoso, seus jogos, sua insegurança, você me ama, você gosta dela, você me faz rir, você me faz chorar eu não sei que lado comprar, seus amigos são uns idiotas e quando você age como eles, sabe como machuca. Eu quero estar com o que conheço e a sétima coisa, é você me fazer te amar."

Eu precisava descer pra piscina, mas estava completamente chocada, surpresa, eu não consegui me mover, não consegui dar um passo sequer, agora alguém me diz, isso é reação de gente apaixonada? Depois de um tempo parada, consegui me mexer. Desci até a piscina, estava calor pra caramba, então resolvi chamar Selena pra vir, e quanto aos cortes, eles não estão tão feios assim. 


Fiquei esperando Selena sentada na beira da piscina com um sorriso bobo, eu não conseguia parar, era involuntário, aquela frase martelava várias vezes em minha cabeça, me fazendo sorrir mais ainda como uma idiota. Sai do meu pequeno transe, olhando no celular e vi que a linda da Sel estava atrasada 10 minutos.

- Está esperando alguém? - escutei uma voz, aquela voz, aquela voz que eu reconheceria a mil milhas, sorri. "Merda Demi dá pra disfarçar?", sorri do meu pensamento, ai meu deus, hoje eu estava muito risonha.  
- Estou sim, por que? Você e o Zayn vão usar a piscina?
- Não, é... o Zayn tá dormindo e também tá calor lá em cima - ele falou se embolando entre as palavras, me fazendo rir e se sentando ao meu lado. Encarei aqueles olhos verdes, que com o reflexo da piscina ficavam ainda mais vivos e bonitos.

Ele me encarou também, igual da ultima vez em que nos beijamos, em questão de segundos nossos lábios estavam colados dando inicio ao longo selinho que ele logo pediu passagem e virou um verdadeiro beijo apaixonado. Paramos o beijo por falta de ar, ele me olhou e sorriu, passei meus braços em volta do seu pescoço dando inicio a mais um beijo, foi um beijo calmo, bom, seus lábios eram macios e se encachavam perfeitamente aos meus, como se fosse um quebra-cabeça, terminamos o beijo com selinhos e escutei uma tosse falsa. Então abri os olhos, vendo Selena me olhar. 

- Desculpa atrapalhar o momento, mas é que eu vou derreter aqui, é que já faz um tempinho que vocês estão se beijando sabe - falou me provocando, me fazendo corar e Harry rir. 
- Não, tudo bem, eu já estava subindo - ele me deu um selinho e se levantou, parecia até um sonho. Selena entrou na piscina e logo eu fiz o mesmo.

- Ei, o que tá acontecendo aqui? 
- Tava, né sua idiota - revirei os olhos. 
- Mas eu tinha que fazer algo, vocês nunca paravam de se beijar e eu podia jurar que iria derreter. - contei a ela o que eu ouvi mais cedo, ela quase me afogou quando deu um pulo por cima de mim, empolgada.

- Só tome cuidado com ele, você sabe que isso pode ser uma "pegadinha", não é? 
- Claro que sim, Sel. Você ainda gosta dele?
- Não. - falou empolgada. - e não estou me cortando mais. - me mostrou os pulsos que estavam totalmente cicatrizados.
- Estou orgulhosa de você! - abracei-a e pude sentir ela sorrir. 

HARRY's POV


- ACORDA ZAYN! - joguei meus All Star nele.
- Já to acordado, seu gay. Quero ir na piscina - ele disse se levantando e olhando a piscina pela janela.
- Já está ocupada.
- Ué, não tem problema dela dividir. Wow, quem é a gostosa?
- É a Selena, uma amiga da Demi, mas fica de boa aí porque ela não vai te dar mole. - falei rindo e ele fez o mesmo.
- Nem pensei nisso...

21:30 || 20 de janeiro de 2014||

DEMI's POV

Depois de um longo dia, eu estava super, hiper, mega cansada. Tomei um banho relaxante e coloquei um pijama de frio, não entendo esse tempo, uma hora tá um calor do caramba e agora está frio, mas enfim. Estava deitada na cama debaixo dos cobertores sem sono algum apesar de estar cansada até que ouvi batidas na porta. 

- Entra 
- Ér... o-oi, achei que já estava dormindo. - sorri e ele se sentou ao meu lado. Harry se aproximou para me beijar, mas eu impedi colocando meu dedo indicador em seus lábios...
- Isso não é certo - o olhei de tímida. 
- Nada é certo - me olhou da mesma forma.
- Você está com a Taylor, e eu acho que ela realmente gosta de você, Harry.
- Esqueça a Taylor, esqueça tudo, esqueça todos, esqueça o amanhã, esqueça o ontem, pense só em nós.

- Este é problema, não existe Nós - Dei um ênfase em "nós"
- Você sabe que existe, vamos viver o hoje, vamos ser feliz juntos hoje, agora, e deixe o amanhã para depois, deixe que o futuro se encarregue do resto, confie em mim pelo menos uma vez!
- Eu sempre confiei - me puxou para mais perto, me fazendo deitar em seu peitoral e beijou minha testa.
- Me desculpa por te fazer chorar - falou enquanto brincava com meus cabelos - é que as vezes eu fico nervoso, me sinto inútil e a minha mãe, ela é perfeita não mere..- o interrompi.
- Esqueça isso, pelo menos hoje - selei seus lábios e o mesmo adormeceu. Só me lembro de ter sentido meus olhos pesarem e eu adormeci ali em seu braços, junto ao meu amor.

2 DIAS DEPOIS

Eu estava no meu cantinho da "paz", não que eu não estivesse bem, só senti vontade de voltar lá. Mamãe anda falando com uma pessoa misteriosa no telefone, mas parece ser uma pessoa que ela não goste, porque escutei ela dizendo "para, tá? Está tudo bem -pausa- ela não precisa mais de você. Vou desligar. - pausa - pensa no que você fez antes" ela nunca diz com quem é... aqui costuma ser muito quieto, mas estava escutando barulhos na casa que ninguém morava, pelo menos não até esses dias. Me assustei quando escutei um choro, e uma pessoa falando.

- Cala a boca vadia, eu te avisei! - vinha de dentro da casa, ou pelo menos parecia, me levantei rápido e fui em direção a mesma.
- Ei, tem alguém ai?? - não obtive nenhuma resposta, entrei na casa, confesso que estava com medo, vi um vulto e a porta dos fundo se fechando de vagar, corri até lá, não sei de onde tirei coragem, mas quando cheguei no local, só vi um carro em alta velocidade já bem longe, olhei para o chão e vi uma pulseira, mas espera, era igualzinha a minha e tinha um pingente igualzinho ao meu, da mesma cor que é um coração pela metade, peguei a mesma e guardei em meu bolso...

Fui à pequena sala daquela "casa" e vi que tinha uma foto picada em pequenos pedaços, parecia que eu já tinha visto uma parecida, mas como poderia ter certeza se a foto estava rasgada em pedaços minúsculos? MERDA, PORQUE ISSO AGORA??

[...]


- Mamãe? - ela saiu da cozinha.
- Oi querida?
- Sabe aquela minha pulseira que tem um pingente de um coração pela metade? Quando a minha outra mãe me deixou, eu já estava com ela, não é?
- Pelo que me lembro sim, mas por que a pergunta agora?
- E minha mãe usava uma também?
- Por que quer saber?
- Porque eu estava no mini "bosque" e achei uma igualzinha, olha -coloquei as duas na mão dela e a mesma analisou os corações, me olhando nervosa logo em seguida.


- É tudo uma pura coincidência querida, sinto muito, mas a gente não tem noticias dela há anos - abaixei a cabeça frustada e ela me abraçou. Subi para o meu quarto e me joguei na cama, levantando as duas pulseiras, era muita coincidência. 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

11- Nos momentos bons ou nos ruins.

Música de hoje: Clica

DIANNA's POV 


"É mais fácil enfrentar a vida quando se tem alguém para amar, e para dividir os problemas."

Uma semana se passou e eu me sentia cada vez mais fraca, mas ficava tudo bem quando eu via aquele sorriso sapeca de Zayn tentando me animar. Eu e Sarah saímos do prédio, vendo o carro dele parado em frente ao mesmo. Avistei ele sair do veículo e sorrir ao me ver. 
- Bom dia, amor. - selou meus lábios. 
- Bom dia. O que faz aqui tão cedo? - sorri e ele retribuiu. 
- Vou te levar para a quimioterapia. 
- Oh Zayn, não há necessidade! 

- É claro que há. Não vou te deixar ir sozinha. Vou estar lá para segurar sua mão e dizer que está tudo bem.
- Não quero que me veja assim. 
- E por que não? 
- É humilhante. - abaixei a cabeça e ele a ergueu segurando meu queixo. 
- Não tem nada de humilhante, é a sua saúde que está em jogo. Eu te amo, não importa o que aconteça. - ele me abraçou e me senti segura naquele momento. Vi um fotógrafo com uma câmera, tirando fotos de nós. Não me importei, em breve todos saberiam que eu estava doente. 

Entramos em seu carro e ele deu a partida. Em questão de minutos chegamos ao hospital. Ele pegou minha bolsa e entrelaçou seus dedos nos meus, assim entramos no hospital, Sarah estava logo atrás. Entramos na sala e eu me sentei na poltrona bordô que se encontrava na mesma. A doutora me pediu para erguer as mangas do casaco e colocar o braço em cima do apoio, assim o fiz. Sarah estava sentada no sofá e Zayn segurava minha mão enquanto sorria reconfortante para mim. 

- Srta. Agron, hoje serão três injeções, uma no braço e duas nas costas. - fiz uma careta. - tudo bem, a dor vai passar. - a simpática senhorita sorriu e amarrou um elástico em meu braço. Apertei a mão de Zayn ao sentir a agulha perfurar minha pele. Senti as lágrimas se formarem em meus olhos e olhei para ele que apenas sussurrou um "Tá tudo bem" e sorriu triste. Segurei as lágrimas e aguentei, eu não queria decepcioná-lo. Tentava me manter forte. A moça retirou a seringa e colocou um algodão por cima. Ela pediu para que eu me deitasse de bruços na cama, e assim o fiz. A mesma levantou minha blusa até o meio das costas e senti novamente aquele objeto pontiagudo entrar em mim, gritei. 

- Amor, fica calma, to aqui. - ele segurava minha mão e tentava segurar as lágrimas. 
- D-dói muito, Zayn! - fechei os olhos com força e apertei mais sua mão. Agora só faltava uma injeção e acabaria aquele pesadelo, pelo menos por hoje. Senti minha pele ser perfurada novamente e tudo se repetiu. Após acabar, me sentei na cama e Zayn me abraçou de lado. Vi que Sarah chorava no canto e disse que iria buscar um café. Meu estômago de remexeu com aquilo e senti o café da manhã voltar pela minha garganta. Saí correndo para o banheiro e levantei a tampa do vaso, assim vomitando. Senti ele segurar meus cabelos enquanto o processo acontecia. 

Após acabar, o olhei, ele estava chorando. 
- Por favor, sai, não quero que me veja assim! 
- Eu vou ficar! - ele me abraçou e eu chorei. Tirou dois chicletes do bolso e me deu. 
- Não precisa, Zayn. 
- Por favor? Você precisa! - peguei os chicletes e coloquei na boca, sentindo o gosto horrível ir embora aos poucos e minha boca ser preenchida pelo sabor do chiclete de cereja. Peguei minha bolsa e Zayn me abraçou de lado. Encontramos Sarah no corredor e fomos até o carro. Ele dirigiu até em casa e, quando cheguei senti meus olhos pesarem e acabei adormecendo com os cafunés de Zayn em meus cabelos loiros, que agora estavam opacos e fracos. 

ZAYN's POV


Depois que ela adormeceu, me despedi de Sarah e entrei em meu carro, onde desabei. Por que aquilo estava acontecendo? Me partia o coração ver Dianna daquele jeito. É uma menina tão doce, ela não merecia passar por isso, a vida é muito injusta. Dirigi até em casa, onde os meninos estavam me esperando, aflitos. 
- O que fazem aqui? - falei enquanto secava as lágrimas. 
- Zayn! - Harry veio até mim e me abraçou. - como foi? - mais lágrimas escorreram pelo meu rosto. 
- Foi horrível ver ela sofrer daquele jeito, ela não merecia isso, Harry. - senti ele me abraçar com mais força e nos sentamos no sofá. 
- Estamos aqui por você, dude. 

- Obrigado Louis. 
- Tive uma ideia! - falou Liam enquanto se levantava rapidamente do sofá. Ele contou e vi que não era má ideia.

[...]

Já estava tarde, tomei um banho e me ajoelhei aos pés da minha cama. 
"Querido Deus, me perdoe por não ser a melhor pessoa do mundo e não dar valor em tudo o que o senhor já fez por mim, mas por favor, eu peço que cure a minha menina. Eu não sei viver sem Dianna. Sempre fui o "bad boy" da banda, mas era tudo faxada, eu sou um menino frágil, e sem a tua ajuda eu não seria nada. Por favor, acabe com esse sofrimento. Tomara que eu seja compatível com a Ana, não quero perde-la. Obrigado por tudo, amém." 

Eu não costumava rezar, meu desespero já passou dos limites. Me deitei na cama sentindo o sono me atingir.

10- I'm stay because of you.

Música de hoje: Clica

SARAH's POV



"Vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo."

Fiquei muito mal quando Dianna me ligou, eu sabia o que aquilo significava, e eu sabia que iria sofrer, mas não deixaria minha irmã na mão. Passaram-se uns 4 dias e encontrei ela chorando com o celular na mão. Motivo? Zayn Malik. Parece que ele havia superado bem esse término, pelo menos era o que dizia no site. Ela adormeceu e eu peguei seu celular, anotei o número de Zayn e liguei. Eu não faria isso se não estivesse desesperada. 

"- Alô? 
- Zayn Malik? 
- Sim, quem fala? 
- Aqui é Sarah Agron, irmã da Dianna. - ouvi um suspiro. - tenho uma coisa pra falar. 
- Sou todo ouvidos.
- Dianna mentiu, ela não tem outro e te ama perdidamente. 
- Não entendo, por que ela mentiria?
- Está em Londres? 
- Sim. 
- Me encontre amanhã no Starbucks perto do London Eye. 
- Tudo bem, nos encontramos la as 15:00. Tá bom pra você? 
- Ótimo." 

Tomei um banho e fui dormir. Dianna merecia ser feliz pelo menos uma vez na vida, e senti que este rapaz proporcionaria isto pra ela. 

[...] 

Eram 14:00 da tarde, então tomei um banho e me arrumei. Ana estava deitada na sala, debaixo de um cobertor por conta da temperatura baixa de Londres, vendo Tv. 
- Ana, vou ao Starbucks, quer que eu compre alguma coisa pra você? 
- Não, obrigado, estou bem. 
- Não demoro. - beijei sua testa e a mesma sorriu. 

Peguei as chaves do carro, minha bolsa e dirigi até o Starbucks. Vi um belo garoto com um casaco preto, barba por fazer, cabelos meio bagunçados, uma calça clara meio colada com um Vans preto. Fui até ele, que sorriu. 
- Você é Zayn Malik? 
- Sim, e deixa eu adivinhar... Sarah Agron?
- Isso. 
- Vamos entrar. - assim o fizemos e pedimos dois cafés médios.

- Então... ér, Zayn. 
- Então, Sarah. 
- O que eu tenho pra dizer não é uma coisa agradável, mas eu tenho que dizer, porque quero ver a Ana feliz.
- Tudo bem, fala.
- Dianna tem leucemia. - logo vi seu sorriso se desfazer. - está quase no fim. 
- O que quer dizer com "quase no fim"? 
- Quero dizer que ela vai embora em breve. 

- Céus! 


- Como eu pude ser tão burro assim? 
- Você não foi burro Zayn, ela só não quis contar pra não te magoar, quis te manter longe por isso também. - vi lágrimas se formarem em seus olhos castanhos. 
- O que eu vou fazer da minha vida sem ela? Sarah, eu a amo. - me partia o coração ver ele daquele jeito. 
- Olha, eu fiquei muito mal quando descobri. Mas estou melhor, eles podem salvá-la. - o garoto me olhou com os olhos arregalados. 
- S-salvá-la? Como? 
- Ela vai fazer algumas sessões de quimioterapia, mas vou logo avisando que podem não ser suficientes, pois a doença está em um nível avançado. 

- Mas não tem nada que possamos fazer? 
- Eu poderia doar minha medula, mas infelizmente não é compatível. - ele parou colocando a mão sobre o queixo. - no que pensou? 
- E se eu for compatível? 
- Oh Zayn, é muito difícil, você não é da família. 
- Mas já vi casos assim, e deram certo. Por favor, me diz que posso tentar? 
- Tá. Eu tenho que ir agora, deixei ela sozinha em casa. Não quer ir vê-la? Acho que iria gostar.
- C-claro. - ele sorriu bobo e pegamos um táxi.

Fizemos o trajeto em total silêncio, ele estava meio pensativo. As vezes sorria bobo, mas as vezes seu sorriso ficava bem triste, e eu o compreendia bem. Vi ele sorrir mais uma vez quando chegamos no prédio. Pagamos o motorista e descemos. 

ZAYN's POV


Eu não conseguia descrever o que estava sentindo naquele momento. Meus olhos ardiam em pensar que perderia a minha pequena, mas aí eu me lembrava que ainda haviam esperanças. Senti um frio percorrer minha espinha quando chegamos naquele enorme prédio. O nervosismo apenas aumentou quando vi a porta do elevador se abrir e Sarah parou em frente a uma porta que tinha os números 701 dourados na porta. Ela abriu a porta e entramos. 

- Ana? - não obteve resposta - tem alguém aqui querendo te ver! - ela não respondia então ela jogou a bolsa no sofá e saiu me puxando para a cozinha. Ela estava deitada no chão, desacordada. Senti o desespero me atingir e corri até ela. 
- Dianna? Dianna, por favor, fala comigo? - ela respirava, o que era um bom sinal. Peguei a mesma em meus braços e a coloquei na cama de seu quarto. Dianna apareceu com um comprimido e um copo d'água. Me sentei ao lado dela, passando as mãos pelos fios loiros e senti as lágrimas escorrerem com grande frequência pelo meu rosto. 

- M-me desculpa, eu não queria chorar na sua frente - Sarah me abraçou de lado. 
- Tá tudo bem, pode chorar. - a abracei com mais força e enterrei a cabeça em seu ombro. 
- P-por que logo com ela? Ela não pode ir, Sarah. Dianna é o amor da minha vida! 
- Calma, vai ficar tudo bem. - passou a mão pelos meus cabelos, mas sua voz saiu trêmula e eu sabia que não iria ficar tudo bem, que provavelmente eu não teria Ana de volta para mim. Parece que eu estava carregando o peso do mundo em meus ombros, minha visão estava falha e ela ainda estava desacordada. 

Vi seus olhos verdes se abrirem devagar. 
- Amor! - corri até ela. 
- Z-Zayn? - sua voz era baixa e falha. Seus lábios estavam secos, a pele branca e pálida, haviam olheiras em seus olhos e seus cabelos estavam opacos, mas assim que me olhou, pude notar aquele brilho em seus olhos. 
- Eu to aqui amor, não vou deixar você ir, eu prometo. - a abracei e ela sorriu baixinho. 
- Você já sabe a verdade? - assenti. Ela colocou a mão sobre a minha nuca e sussurrou em meu ouvido. - não se preocupe, vou estar olhando por você.

- Não diga isso amor, nós vamos conseguir te salvar. - ela me olhou interrogativa. - vai dar tudo certo, você vai ver. - a mesma enterrou a cabeça em meu peito e chorou. 
- Me perdoa, é que... tá tão difícil lidar com isso. 


- Fica calma amor, eu to aqui. - ela chorou mais, me fazendo chorar junto. - eu to aqui minha princesa. 
- Zayn, você vai ficar aqui comigo?
- Pra sempre. - beijei sua testa e ela sorriu triste. Fiz com que ela tomasse aquele remédio que estava em cima do criado mudo e me deitei na cama, ela se deitou sobre meu peito. - Eu te amo, Ana. 
- Também te amo. - Dianna adormeceu e eu sorri triste. 
- E sempre irei te amar. - peguei no sono junto à ela.